Uma jovem que aprendeu o ritmo. Quando Gil entrou no ensino fundamental, já não era mais surpresa para ninguém. Era a aluna mais atenta da sala, rápida nas respostas, organizada demais para a idade. A escola se ajustou à rotina dela: estudava pela manhã, e à tarde a van da produção a buscava no portão. À noite, voltava para casa cansada, mas ainda com energia para repetir falas baixinho, sentada à mesa, enquanto o pai e os irmãos observavam em silêncio. Durante a semana, o tempo era cronometrado. No sábado de manhã, estudava quase o dia inteiro com a mãe, revisando matérias, lendo em voz alta, treinando concentração. No fim da tarde, finalmente respirava: saía com o pai e os irmãos, caminhava, ria, ainda sem poder andar sozinha. Isso a revoltava, mas ela engolia. No domingo, era da família. Sempre foi. A produção era rápida, e Gil também. Gravava com facilidade, decorava textos com naturalidade, aprendia observando os outros atores. Em poucos anos, já tinha feito séries, fi...