Físico de Sorocaba capta meteoro que explodiu duas vezes seguidas.
No dia 20 de abril, ele registrou a dupla explosão do fragmento que passava pelo céu da cidade do interior paulista. Como sempre, as imagens foram parar nas redes sociais e repercutiram de forma estrondosa.
Em suma, um cientista precisa estar pronto para tudo. Por isso, como membro da Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros), ele mantém uma estação de observação dentro de sua casa. Esta funciona com duas câmeras, uma apontada para o oeste e outra para nordeste, estando ambas conectadas a um computador. Dessa forma, às 19h17m do dia 20, ele capturou o exato momento em que um meteoro cortou a atmosfera. A propósito, isso já é uma rotina para o físico. Inclusive, ele descontrai: “costumo brincar que, se fosse fazer um pedido a cada estrela cadente, nome popular do meteoro, teria feito mais de um por dia. Esse registro foi diferente porque minhas câmeras estavam bem posicionadas”, relata ele em entrevista ao R7. Portanto, foi a primeira vez que ele registrou uma dupla explosão com as câmeras tão bem dispostas. De acordo com o cientista, esse evento não é comum, apesar de também não chegar a ser raro. Além disso, ao R7 ele já levantou uma hipótese sobre o motivo de ocorrer os dois estouros seguidos.
Um meteoro.
“O tamanho médio de um meteoro equivale ao de uma moeda de 1 centavo. Quando ele entra na atmosfera, se choca com a camada de gases da atmosfera e aquece até explodir, virando poeira.
Como explodiu duas vezes?
Nesse caso, provavelmente, a primeira camada explodiu e ainda restou massa, que também incandesceu e gerou a segunda explosão”, explica Centurion. Para obter novas conclusões, o físico vai avaliar outras imagens sobre a queda do meteoro em questão. Dessa forma, será possível fazer uma triangulação de dados, e assim, traçar a rota que o fragmento seguiu. Conforme dito, uma dupla explosão de um meteoro é incomum, porém, não é raro. Nesse sentido, a prova disso é que uma ocorrência do tipo aconteceu na noite do dia 21 de março deste ano, no Rio Grande do Sul. Em terras gaúchas, o evento se deu duranchuva de meteoros North March Virginids, que o meteoro fireball detonou duas vezes no céu, antes de cair no mar próximo a São José do Norte. A propósito, esse foi o primeiro registro de dupla explosão em 2022, logo, o fenômeno de Sorocaba foi o segundo.
fonte:fatosdesconhecidos.
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