Bizarro, astrônomo encontra asteróide de seis caldas!



asteróide em velocidade.
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Foi algo inédito, no dia 27 de agosto precisamente a descoberta de Marco Micheli e colegas seus em Pan-STARRS no Havaí observaram o que era para ser um asteroide. 

Quando foi captado melhor pelo telescópio espacial Hubble, viram que não se tratava de um corpinho rochoso espacial normal aos demais que vagam pelo espaço, o chamado P/2013 P5 tinha mais a aparência de um cometa giratório, ele conforme percorria a trajetória soltava algum tipo de material que era expelido ao espaço. 

Embora o corpo celeste esteja em uma órbita de asteroides, ele se parece em tudo com um cometa, com longas caudas formadas por alguma coisa - eventualmente poeira - ejetada para o espaço. Como ninguém havia visto nada parecido antes, os astrônomos continuam coçando a cabeça para encontrar uma explicação adequada para o seu corpo celeste misterioso.

A confusão é tamanha que a NASA emitiu nota chamando o objeto de asteroide, mas os astrônomos publicaram seu artigo científico chamando-o de cometa.

Asteroide com seis caldas. 

Asteroides normalmente aparecem nos telescópios como pequenos pontos de luz. Mas o P/2013 P5 tem pelo menos seis caudas de cometa, que se irradiam a partir dele como os raios de uma roda. As múltiplas caudas foram reveladas pelas imagens do Hubble tiradas em 10 de setembro. E, quando Hubble olhou de novo para o objeto no dia 23 de setembro, a sua aparência já tinha mudado totalmente. "Nós ficamos literalmente embasbacados quando vimos isso," disse David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. "Ainda mais surpreendente, as suas estruturas de cauda mudaram dramaticamente em apenas 13 dias conforme ele cuspia poeira. Isso também nos pegou de surpresa. É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide."

Teorias são bem-vindas

A equipe descartou um impacto de outro asteroide porque uma grande quantidade do material que forma as caudas do objeto teria sido lançada ao espaço de uma só vez, enquanto o P5 ejeta intermitentemente durante um período longo. A expectativa é que novas observações mostrem se o material emitido pelo asteroide emerge no plano equatorial, o que seria um indício bastante forte de uma quebra rotacional - um colapso de um asteroide que estivesse girando rápido demais.

Por isso, os astrônomos estão se preparando também para tentar medir a taxa de rotação do P5.

fonte: The Astrophysical Journal


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