Imaginando se nossa terra se tornasse um Júpiter gasoso, o que de bizarro iria ocorrer?

 

Júpiter é o maior planeta do nosso sistema solar com
seus 143,984 km de diâmetro aproximadamente. 
pixabay.

Considerando as mesmas condições e características do nosso planeta, tais como sua atmosfera, composição química, o fato de ser um corpo rochoso e de ser povoado, uma força gravitacional com a mesma intensidade da de Júpiter provocaria um verdadeiro caos.


Com uma gravidade tão intensa, as edificações na Terra não aguentariam muito tempo em pé. Os organismos, então (sim, os seres humanos inclusive), resistiriam por muito menos. Conforme comparou um artigo da revista Super Interessante, ficar nesse ambiente de hipergravidade seria tão saudável quanto passar o resto da vida em uma montanha russa, enfrentando aquela aceleração toda ininterruptamente. Em algum momento, nossos corpos pediriam arrego: nossos tecidos se deformariam, nosso cérebro receberia cada vez menos sangue até deixar de funcionar e teríamos hemorragias internas incessantes.

Em entrevista à publicação, o meteorologista Fábio Gonçalves, da Universidade de São Paulo (USP), explicou que “dificilmente poderia chover em um mundo assim”. Isso porque o aumento da gravidade achataria a atmosfera, tornando-a 2,5 vezes mais curta. Assim, as nuvens não teriam espaço para crescer a ponto de formar chuva. E, caso chovesse, não seria na quantidade que vemos hoje. Sem tanta água, os continentes se transformariam em um imenso deserto.

O achatamento da atmosfera deixaria o ar mais rarefeito, especialmente nos locais mais acima do nível do mar. Uma cidade como Cuzco, no Peru, a 3.310 metros de altitude, seria um lugar tão gelado e sem oxigênio quanto o topo do Monte Everest, a 8.849 metros, onde até um alpinista experiente e devidamente equipado só consegue permanecer por cerca de 48 horas. Esse pico, por sua vez, estaria em plena camada de ozônio, sob uma temperatura de -60ºC. Mesmo os locais menos altos seriam muito mais frios. São Paulo, por exemplo, teria uma temperatura média 13ºC mais baixa.

Haveria uma bagunça também no calendário. Os anos teriam mais meses, e cada mês teria apenas sete dias. Mas, por quê? É que a gravidade extra aceleraria a Lua, fazendo com que ela girasse quatro vezes mais rápido, completando uma volta a cada sete dias. Como a ideia de “mês” é baseada no tempo entre duas luas novas, cada ano teria 52 meses.

Para piorar supondo a terra ser o gigante gasoso, como dito antes a forte força gravitacional de Júpiter iriamos atrair vários intervalos de meteoros, houve um relato de uma rocha espacial chamada Shoemaker-Levy 9 que atingiu a atmosfera do planeta, o impacto liberou 2 milhões de toneladas de TNT que causou um dos maiores clarões captados pela NASA desde 1994, com isso a terra sofreria sérios danos ou seriamos extintos a anos atrás. 

Então não teria vida na terra se fosse como um Júpiter, mas a vantagem mínima é do tamanho do planeta  aonde a única coisa seria acabar com o preocupante problema da superpopulação, aonde caberiam mais de 5 vezes a quantidade de pessoas que estão para vir até 2050 sendo 12, 2 bilhões dando espaço de sobra ainda, fora isso é melhor pensarmos na terra ser a terra mesmo. 

fonte:olhardigital.com

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