Um amor bizarro insano so século 17, se tornou um mistério que dura incríveis 300 anos e continua sem solução.
| wikimédia. |
Desde que nasceu, George I da Grã-Bretanha nunca teve certeza sobre seu papel na nobreza. Para início de conversa, a linha de sucessão para as terras do ducado de Calenberg-Gotinga era bastante confusa e, por isso, nada parecia certo.
Foi apenas quando os tios do jovem morreram que, finalmente, Georg Ludwig — como era chamado na época — poderia sonhar com o posto de Duque. Mas ele ainda teria de dividir as terras com seus seis irmãos mais novos — cinco meninos e uma menina.
Em meados de 1682, contudo, a família adotou a primogenitura e, assim, George garantiu seu direito ao cargo de Duque de Brunsvique-Luneburgo. Aquele era, mesmo que o nobre não soubesse, o início de uma história cheia de amor, traição e tragédia.
Um jovem apaixonado
No mesmo ano em que a lei dos primogênitos foi adotada pela família de George, o jovem de 22 anos foi obrigado a se casar. Já que seria um duque em pouco tempo, ele deveria ter uma dama ao seu lado e, dessa forma, ele assinou o sagrado matrimônio.
A escolhida para o posto foi Sophia Dorothea de Celle, a única prima de George, uma herdeira nascida de um relacionamento extraconjugal. A mãe do garoto, inclusive, não apoiava o casamento, já que a noiva não tinha origens tão nobres assim.
Seguindo o padrão dos casamentos da época, a união entre os primos foi motivada por diplomacia, e não por amor. Dessa forma, com o passar dos anos, eles descobriram verdades e segredos pouco cativantes sobre o matrimônio.A queda de um matrimônio
Pouco mais de dez anos depois do casamento, o relacionamento do nobre casal já estava bastante afetado. Mesmo com dois filhos, George e Sophia já não apreciavam mais a companhia um do outro e, assim, começaram a sair com outras pessoas.
Para o duque, a jovem Melusine von der Schulenburg, sua amante, era uma válvula de escape para a pressão da liderança e para o casamento que não ia bem. Sophia, por sua vez, apaixonou-se por Philipp Christoph von Königsmarck, um conde sueco.
Com as constantes traições, um cenário de instabilidade e escândalos se instalou na corte. Até mesmo os irmãos de George pediam que ele se separasse da esposa para que o relacionamento extraconjugal deixasse de ser uma fofoca no palácio.
Toda a situação parecia uma panela de pressão pronta para explodir. A gota d’água, contudo, veio quando Sophia decidiu que fugiria ao lado de seu amante, em meados de 1694. Foi nessa época que George ficou furioso com o caso da esposa.
No dia em que deveriam viajar para nunca mais voltar, Philipp desapareceu. Indignado com a traição, George exigiu um divórcio e mandou Sophia para um exílio na Casa Ahlden, em Celle. Sozinha, ela morreu trinta anos depois da separação.
Centenas de anos se passaram e, até hoje, não se sabe o que realmente aconteceu com o conde Königsmarck. Diversas teorias, no entanto, colocam o sangue nas mãos de George, que se tornou o Rei a Grã-Bretanha e Irlanda em agosto de 1714.
Teorias de um assassinato
Partindo do pressuposto de que Philipp realmente foi assassinado, muitos acreditam que seu corpo tenha sido jogado no Rio Leine. Nessa teoria, teriam sido quatro cortesãos do pai de George os responsáveis pelo atentado contra a vida do conde.
Um deles, Nicolò Montalbano, inclusive, teria recebido uma enorme quantia em troca do trabalho bem feito. Segundo a narrativa, foram cerca de 150 mil táleres, cem vezes mais do que o ministro mais bem pago da corte recebia na época.
Outros boatos, contudo, afirmam que o conde foi esquartejado e enterrado no próprio palácio onde George morava. Mas até mesmo Sophia duvidava dessa teoria, tendo em vista que nenhuma prova foi encontrada sobre o paradeiro de Philipp.
Pistas em um futuro distante
Em 2016, uma reforma no Palácio Leine na Baixa Saxônia, que fica na Alemanha, pareceu trazer respostas para o mistério centenário. Entre os escombros, trabalhadores encontraram uma ossada que poderia pertencer ao conde desaparecido.
Após diversos estudos, testes e pesquisas, contudo, o parlamento estadual da Baixa Saxônia anunciou que os restos não eram de Königsmarck. Ao contrário do que muitos imaginavam, os ossos pertenciam a pelo menos cinco pessoas, além de alguns animais.
Até hoje nenhuma nova investigação sobre esse ocorrimento encontrou vestígios aonde estariam os restos mortais do conde sueco, infelizmente uma tragédia no fim desse amor esconde o mistério, talvez o local que ele esteja jamais seja encontrado para o caso já durar mais de três séculos.
fonte:aventurasdahistória.
Comentários
Postar um comentário