Veja o bizarro caso de uma lua que pode ter seu próprio satélite.
Até onde os cientistas sabem, nenhum dos planetas do Sistema solar tem sub-luas, isto é, luas orbitando suas luas. Kollmeier, que trabalha nos Observatórios do Instituto Carnegie de Washington, e o astrônomo Sean Raymond, da Universidade de Bordeaux, se juntaram para procurar a resposta — e, bem, ela é complicada. Mas as evidências de uma enorme exolua, possivelmente orbitando outra estrela, torna a questão mais visionária do que nunca — e ela pode revelar informações importantes sobre a história do nosso próprio Sistema Solar. Um caso que tentaremos entender como conceito de sub-luas.
Kollmeier vem pensando na pergunta desde 2014, mas notícias recentes sobre evidências de uma exolua (uma lua de outro sistema estelar) trouxe energia de volta para ela e Raymond prosseguirem com a publicação do artigo. Usando o Hubble, cientistas observaram recentemente uma coisa intrigante. Algumas horas depois do massivo exoplaneta Kepler-1625b passar em frente sua estrela hospedeira, a luz dela parece fraquejar uma segunda vez. Astrônomos pensaram que uma lua do tamanho de Netuno poderia estar orbitando o planeta, que tem dez vezes a massa de Júpiter, causando o tal escurecimento. Dado o enorme tamanho da potencial exolua, ela pode ser uma boa candidata para ter sua própria lua: uma sub-lua.
A astrofísica Michele Bannister, da Universidade da Rainha em Belfast, na Irlanda do Norte, também achou a questão intrigante. Ela aponta que já foram descobertos alguns sistemas de corpos celestes bem estranhos para lá de Netuno, que desafiam a definição de “lua”. Caronte não orbita Plutão, por exemplo, mas, na verdade, os dois objetos orbitam algum ponto localizado entre eles, assim como outras quatro luas. De maneira semelhante, o sistema 47171 Lempo contém dois pequenos planetas orbitados por um terceiro objeto, um satélite bem menor.
Até o momento, o artigo não foi revisado por outros cientistas, e ainda há trabalho a ser feito. Bannister gostaria de ver uma análise mais profunda, usando dados de alta-resolução sobre a distribuição de massa dentro da Terra e da Lua, por exemplo. Sem cálculos mais precisos, não poderemos dizer nem mesmo se nossa própria Lua teve uma companheira.
Kollmeier concorda que este trabalho é apenas preliminar (e que seu filho não deve estar satisfeito com o progresso) mas são perguntas importantes a serem feitas. “Eu estou super-animada com o interesse das pessoas na questão e espero que mais trabalhos sejam feitos a partir delas” Afirma por fim Kollmeier.
fonte:gizmodo.com

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